Nãããããããããooo

É desse jeito. Não tem o que falar. Hitman foi assim... será que Prince of Persia e/ou God of War também seguirão esse rumo???

















































































Nããããããããããããoooooo


(Mais uma do Capinaremos)

King MJ































































Brincadeiras a parte, eu fiquei chateado. Bom Descanso, MJ!

Ah... a montagem foi do Capinaremos.

Aimeodeols! [x 2]

É providencial. Bastou fazer uma pausa no desespero para encontrar algo que, no mínimo, alivia. Graças!

Abaixo, uma entrevista da Folha de São Paulo com um dos meus ídolos. Muito boa, por sinal. Palavras abençoadas para me dar um gás a mais.

Ufa...

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Para Gay Talese, participar da Flip é aprender com brasileiros

Um dos principais nomes entre os autores internacionais a participar da Flip-2009 (Festa Literária Internacional de Paraty) é o do jornalista e escritor norte-americano Gay Talese. Conhecido como um dos protagonistas do new journalism --estilo que mistura narrativa literária e técnica jornalística--, e exímio autor de perfis, Talese vai discutir na Flip, que ocorre entre 1º e 5 de julho, o tema "fama e anonimato", homônimo de um de seus livros, de 2004, lançado no Brasil pela Cia. das Letras, também responsável pela publicação do recente "Vida de Escritor" (2009), "A Mulher do Próximo" (2002) e "O Reino e o Poder" (2000).

Em entrevista exclusiva à Folha Online, por e-mail, Talese, 77 --atualmente em viagem para comemorar seus 50 anos de casamento--, diz que participar da festa literária em Paraty é para ele uma experiência de aprendizado com brasileiros que se preocupam com a escrita e com escritores.

Crítico ferrenho do governo de George W. Bush e da atuação da imprensa americana na cobertura da Guerra do Iraque, Talese afirma que nenhum jornalista americano cobrindo os eventos no Iraque conseguiu uma grande história enquanto viajava em um tanque com soldados dos Estados Unidos. "Jornalistas não deveriam se tornar parte da produção da publicidade dos militares, seus ataques "encenados", diz.

Fiel a seu estilo de pesquisar e escrever, o autor mantém-se avesso às novas tecnologias, diz que ainda não usa e-mail [a entrevista foi intermediada por seu assessor] e que não presta atenção em e-books [livros eletrônicos]. "Eu não uso e-mails. Não uso gravador, eu não faço as coisas de nenhuma forma diferentes do que fazia quando comecei, há mais de 50 anos."

Leia a seguir íntegra da entrevista concedida com exclusividade à Folha Online.

Folha Online - O senhor começou a escrever para jornais quando ainda era um adolescente que adorava jogar basquete. Mesmo naquele início de carreira suas reportagens já eram descritas como possuidoras de um estilo único: cada jogador se tornava uma personagem, cada jogo, um cenário. Como surgiu a ideia de transformar um simples jogo em um artigo que se assemelhava à literatura?

Gay Talese - Quando adolescente eu lia ficção --contos e romances-- e com eles aprendi a arte de contar histórias. Eu mesmo nunca me interessei por ser um escritor de ficção... por que aspirar a algo que tantas outras pessoas já faziam? Eu tentei apenas uma vez escrever ficção; a história foi publicada, mas eu nunca mais fiz outra, porque me sentia muito mais atraído pela não ficção que é estruturada como ficção (cenas, diálogos, conflitos entre personagens etc.); mas, ao mesmo tempo, eu queria escrever sobre o que era real, não sobre o que era inventado, não sobre o que era falso de alguma forma. Ficção era falso para mim, ainda que pudesse ser "verdadeira", no sentido de aspirar a uma verdade mais ampla do que aquela do jornalismo. Eu admito que o jornalismo tinha limitações. O jornalismo era geralmente feito sob a pressão de um prazo de entrega, e uma quantidade de tempo limitada era dada pelo objeto da matéria ao jornalista que fazia a reportagem. Mas meu jornalismo não era centrado nas notícias de última hora, e não tinha um limite de tempo, porque eu sempre insisti em levar todo o tempo necessário para pesquisar sobre as pessoas sobre quem escrevia (ou eu não escrevia sobre elas); e eu também queria contar histórias que descrevessem mais do que simplesmente o assunto principal delas. Na verdade, nos meus esforços mais bem-sucedidos em matérias, o personagem central é menos importante do que os personagens secundários que o cercavam. É só pensar em minha matéria sobre [o pugilista] Muhammad Ali ("Ali em Havana"), e "Frank Sinatra está Resfriado", e meus livros também são caracterizados pelo surgimento de muitos personagens menores que ganham vida e iluminam as personagens principais... Todos os meus livros, incluindo aqueles publicados no Brasil, têm personagens secundários que são, para mim, os principais. Eu elevo personagens menores a astros em minhas páginas. Meu mais recente livro publicado no Brasil ("Vida de Escritor") ilustra bem isso. Por exemplo, no capítulo sobre direitos civis, sobre a batalha dos afro-americanos pela igualdade de direitos nos anos 1960 em Estados racistas nos EUA, como o Alabama, não centrei minha atenção em Martin Luther King (1929-1968), mas sim em um obscuro advogado que aconselhou Luther King e mapeou a estratégia para marchas dos direitos civis e lutas por igualdade no tribunal. O advogado é J.L. Chestnut Jr.. No mesmo livro, falei sobre pessoas como um garçom de um restaurante, uma jogadora de futebol chinesa (que perde um jogo contra o time norte-americano durante uma Copa do Mundo) e também sobre o soldado da Marinha que perdeu o pênis para a faca de sua mulher (isso sim é perder algo!); e se você continuar, irá achar outros exemplos.

Folha Online - O senhor é conhecido por seu cuidado com a precisão dos fatos, por suas pesquisas exaustivas sempre que escolhe um tema para uma matéria. O que pensa da maneira como a imprensa lida com os fatos atualmente? O senhor acredita que ainda há espaço na mídia para a maneira como escreve as notícias?

Talese - Atualmente, a imprensa ainda é muito próxima ao poder, particularmente em Washington. Políticos demais "vazam" histórias para a imprensa sem serem identificados como a "fonte". Existe um grande enredamento entre pessoas de poder e a imprensa, especialmente em Washington; mas você se lembrará que, na guerra entre EUA e Iraque depois da invasão de 2003, jornalistas americanos frequentemente estavam enredados com tropas norte-americanas, viajando em tanques e com transporte blindado para carregar material pessoal, o que eu acredito ser moralmente incorreto. Jornalistas não deveriam se tornar parte da produção da publicidade dos militares, seus ataques "encenados", suas "photo-ops" [termo utilizado para se referir a uma oportunidade de tirar uma foto memorável de uma celebridade ou um político. Ganhou conotação negativa e hoje é utilizado para se referir a um acontecimento planejado, frequentemente disfarçado de notícia.], suas imagens cuidadosamente selecionadas nas quais o foco não é a consequência, mas sim o "photo-op" mostrando as tropas norte-americanas em seu papel profissional de "cavaleiros da liberdade", "agentes da democracia", galantes homens e mulheres americanos lutando contra ditaduras e terroristas e "impérios do mal", diabos e demônios. Agora, deixe-me dizer: isso sim é ficção!

E também me permita acrescentar o seguinte: nenhum jornalista cobrindo os eventos no Iraque conseguiu uma grande história enquanto viajava em um tanque com soldados norte-americanos. Os jornalistas estavam em dívida para com os soldados que protegiam suas vidas enquanto eles [jornalistas, vestindo capacetes e coletes de artilharia] se acovardavam atrás do ataque dos soldados, e se tornavam agentes de imprensa e (frequentemente) protetores desse Exército contra as acusações de brutalidade que foram feitas. Sim, eu sei que a imprensa finalmente acertou o passo e noticiou o abuso feito com prisioneiros etc....Mas, de verdade, a imprensa norte-americana (tanto aquela centralizada em Washington como a que estava nos campos de batalha no exterior), de modo muito importante, não alertou os leitores americanos sobre as mentiras que foram distribuídas pelos conselheiros "fabricadores de guerra" do presidente George W. Bush. Pessoas como [Dick] Cheney, [Paul] Wolfowitz, [Richard] Perle, [Donald] Rumsfeld. [Condoleezza] Rice etc., estavam espalhando a informação de que "armas de destruição em massa" existiam no Iraque, e toda a desculpa para ocorrer a invasão provou ser uma mentira. Ainda assim, a imprensa noticiou o que o governo norte-americano falava para ela, o que distorcia para ela, o que, na realidade, mentia para ela. Portanto, a imprensa é tão responsável como a administração do governo Bush pela morte de 3.000 soldados norte-americanos, para não falar da quantidade muito maior de mortos entre os soldados e civis do Iraque.

Folha Online - Como o senhor vê as mudanças que estão ocorrendo em seu país?

Talese - A eleição de Barack Obama é nossa maior esperança de mudança, e eu já vejo sinais de que o governo dos EUA, assim como o Exército, estão caminhando para grandes mudanças.

Folha Online - O senhor se preocupa com o futuro da leitura nos EUA?

Não, não me preocupo. Nunca houve muitos leitores em meu país, ou em lugar nenhum, se comparado à população nacional. Mas o relevante mesmo é o número relativamente pequeno de leitores (e pensadores) que influenciam a maioria que lê pouco e pensa pouco, maioria preocupada com seus esforços diários, e que tomam tanto tempo, para ganhar dinheiro para pagar o aluguel e colocar comida suficiente na mesa.

Folha Online - O senhor acredita que seu estilo de escrita, que ficou conhecido como jornalismo literário, pode ser uma arma poderosa para combater a crise do jornalismo em geral --a imprensa impressa especificamente-- enfrenta hoje?

Talese - Não sei se o "jornalismo literário" salvará o jornalismo tradicional como o conhecemos; mas o jornalismo sempre teve figuras literárias em suas fileiras (Ernest Hemingway [1899-1961] começou assim, como George Orwell [1903-1950], Gabriel Garcia Márquez etc.)

Folha Online - O que o senhor acha dos e-books [livros eletrônicos]? Já tentou ler algum?

Não presto atenção em e-books, e nunca tentei ler um. Eu não uso e-mails. Não uso gravador, eu não faço as coisas de nenhuma forma diferentes do que fazia quando comecei, há mais de 50 anos. As novas tecnologias são uma ferramenta valiosa para tornar as coisas mais rápidas, mais fáceis etc. Mas eu nunca me interessei por fazer nada mais rapidamente ou com maior facilidade. Eu acho que o bom trabalho toma tempo. Não há atalhos. Há apenas produzir um bom trabalho e esperar que ele perdure, que sobreviva o dia e a semana e o mês nos quais ele aparece impresso, ou num laptop, ou num post de blog.

Folha Online - Que conselho o senhor daria para escritores aspirantes de ficção e não ficção?

Talese - Meu conselho sempre foi o seguinte: leia os melhores autores que estejam disponíveis para você, e tente seguir as tradições que estabeleceram, além de alcançar seus altos padrões.

Folha Online - Como é, para um jornalista, a experiência de tornar-se o assunto de tantos artigos e entrevistas como o senhor se tornou, ser a pessoa com quem tantos querem falar ao invés de ser aquele que quer falar com outras pessoas?

Talese - Eu aceito encontros com pessoas que querem me entrevistar porque agir de outra forma me marcaria como um hipócrita. Eu me lembro de quantas vezes, em anos passados, as pessoas me davam o benefício do seu tempo, e falavam comigo apesar de estarem muito ocupadas; então, acho que devo retornar o favor e falar com qualquer um que esteja verdadeiramente interessado no que tenho para dizer e em como faço meu trabalho. Além disso, quando alguém me faz perguntas, eu também faço perguntas para essa pessoa. Ao mesmo tempo que dou uma entrevista eu também faço uma entrevista. Aprendo muito com as pessoas que vêm falar comigo. Muitos desses entrevistadores são jovens, décadas mais jovens do que eu; então eu consigo uma perspectiva "jovem" dessas pessoas, e aprendo muito sobre pessoas que não conheceria de outra maneira. Eu ganho, e elas ganham. É uma toca valiosa de ideias e um crescimento do entendimento entre diferentes gerações.

Folha Online - Como é o seu processo de escrita? Como o senhor começa, e quando sabe qual é a hora de terminar?

Talese - Meu processo de escrita? É preciso ler "Vida de Escritor". Eu passo muitos, muitos parágrafos falando sobre isso. Na verdade, o livro todo é sobre isso.

Folha Online - Por que o senhor decidiu aceitar o convite para a Flip? Quais são as suas expectativas?

O convite para a Flip é uma experiência de aprendizado, me oferecendo uma oportunidade de ver e ouvir e dialogar com outras pessoas; nesse caso, com brasileiros que se preocupam com a escrita e com escritores. Como resistir à chance de fazer parte de uma experiência como essa?

Aimeodeols!


Que desespero! De que? Não interessa.

O que interessa é: não sei o que fazer. Quando sei, não sei como. Quando sei, não sei quando. Quando sei, não sei se está certo. Quanto sei, fico esperando o erro. Quando vem, vejo que errei em algo.

Não é fácil. Vejo e ouço coisas difíceis para qualquer um. Mas não fujo da minha responsabilidade, embora quisesse muito (pelo menos, de vez em quando). Mas não. Vou, dou a cara a tapa, apanho e não aprendo. Eu fico com medo da dor, aprendo, mas erro de novo. PQP.

É foda. Tudo depende do dia. Do maldito pássaro que não cantou ou cantou demais. Do sol muito fraco ou muito forte. Até de uma pessoa que entrou na sala. Qualquer coisa!

Não pretendo que entenda o que estou falando. São somente palavras metralhadas durante um desespero tão grande que me obrigou a começar essa verborragia. Foi mal se ficou “assim assim”. Será que ficou? Posso estar achando demais também. Que é exatamente isso. Achar demais. Poucas definições. Quase nenhuma, que não seja uma: Estou desesperado! Sei fazer isso? Não sei dizer!

Aimeodeols!

Last Day Dream

Já disse que sou fã declarado de blogs. Entre os meus favoritos estão o Capinaremos, blog de humor, muito criativo. A série “Fuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu” é hilária. Outro que gosto muito é o Brogui. Um blog de curiosidades, basicamente.

Foi no Brogui que assisti ao vídeo abaixo. Não se deixe enganar pela imagem inicial. E assista com som pois mesmo não tendo diálogos, a música é fundamental (quando ela não é?)

Enfim, assista e diga o que achou! Se identificou com alguma?

Orgulho

Essa é para os flamenguistas e amantes do futebol brasileiro, o MELHOR do mundo.

O Flamengo perdeu a vaga nas semi-finais para o Internacional, considerado hoje o melhor time do Brasil. A diferença é que o Internacional foi quem quase perdeu a vaga.

No Maracanã, o Flamengo foi soberano, tendo duas bolas na trave, ótimas defesas do goleiro colorado e, como diria Arthur Muhlenberg, uma participação fundamental nos minutos finais do Bruno Yashin The Wall Čech de Souza. O confronto iria para o Beira Rio, onde o melhor time do país teria a torcida a favor.

O Flamengo em momento algum tomou conhecimento disso. Dominou, avançou e não se acovardou como times de técnicos retranqueiros e filosofias de “contra-taque”. O Flamengo foi o Flamengo, aquele de 78. Raça, paixão e futebol. Infelizmente, desta vez não tivemos um Rondinelli para dar início à nova época de ouro. E o problema do Mengão nesses últimos anos tem sido a falta, não somente de um Rondinelli, mas de um Zico, Romário, Gamarra ou até daquele Dejan Petkvic de 2001 e seu gol silenciador de viceínos aos 43 do segundo tempo. Não precisamos de um time todo de estrelas, como em 81, mas apenas de um a mais. Aquele que faço O gol (Rondinelli). Aquele que pule com a cara na bola, que está ao chão, tirando-a do pé daquele Zé Qualquer que iria chutá-la (mais uma vez, Rondinelli).

O que a grande maioria não entende, é que o Flamengo é raça. Não importa termos como adversário, o melhor time do país (que, graças ao Flamengo, foi provado que é apenas um outro time qualquer), nós temos o Manto Sagrado, A torcida e a história.

Quando o jogo terminou, fiquei triste. Mas, parando para refletir, o Flamengo, esse das inúmeras dívidas, brigas internas, gestões de má fé, bombas em treinos e tudo mais que a imprensa adora martelar, provou que aquele gigante nada mais é do que alguém na ponta do pé.
O Flamengo, no entanto, mostrou para que veio: dar trabalho. Não estou dizendo que iremos ganhar o Brasileirão, mas depois desses últimos jogos, não duvide.

O Flamengo me encheu de orgulho, mesmo errando em lances simples que culminaram na derrota. Mas provou que é um time de respeito. Um time do Brasil e seu futebol de excelência. Caímos de Pé. Fizemos um Jogão. Fomos Gigantes. Jogamos muita bola e também merecíamos a vaga. Fomos Flamengo, como sempre.

A cabeça


A cabeça pensa o dia todo, embora não queira. Está a mil por hora, mas de segunda marcha. Em qualquer momento, POW! Tudo pelos ares. A cabeça está aí, fazendo o que tem fazer, mesmo não querendo.

Essa noite, a cabeça tentou criar um mundo de perfeição. Porém, o único detalhe que separava a perfeição da mesmice. Era o fato da cabeça saber que aquilo não era real. Mesmo assim, tentou. Enquanto estava com suas janelas das almas fechadas, a cabeça criava uma ilusão de música, amigos, filmes e cerveja. Mas não havia como abandonar o real e a cabeça sabia disso.

Estava lá, tudo de bom. Mas o ruim insistia em atrelar-se. E veio o medo de arriscar, a insegurança para falar, a fria sensação da indiferença, o calor do mais puro ódio e algumas lágrimas de saudade, obviamente. E a cabeça a mil, forçando, tentado desligar a realidade, criando imagens belíssimas, aproximando pessoas distantes e aumentando o som até o talo.

Ainda assim, não conseguia. Pois parte da cabeça se obrigava a pensar que as coisas não eram daquele jeito. Que o mundo não funcionava naquela perfeição, que a música nunca seria tão boa e alta, e que pessoas não ficarão juntas para sempre. Maldita cabeça racional, sempre funcionando. A cada dia que passa tomando um pouco mais de lugar da cabeça que sonha.

E então acabou. O motorzinho não agüentava mais. Ele não fundiu, ele explodiu, destroçando e carbonizando os sonhos daquela cabeça, que abria suas janelas para ver que o mundo continuava o mesmo, não adiantando o seu esforço em tentar criar um melhor. As pessoas que com tanto esforço ela juntou, se foram. Nada mais que a cabeça criou, estava lá. E ela sabia que não adiantava tentar, nada mais seria o que foi. Bastava repousar e perceber que, mesmo desejando, ela tomaria outros rumos e, nenhum deles seria aquele que ela queria. Acabou.

Então a cabeça repousou e dormiu. Desistiu de parar de sonhar e aceitou que a realidade é imbatível e implacável. Seja sonhando ou não.

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?